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10 perguntas e respostas sobre a Pressão Alta

Postado em 11/06/2019

1. Qual a importância de se falar sobre a Pressão Alta?

 

A Pressão Alta atinge 36 milhões de pessoas no Brasil (mais de 60% dos idosos) e contribui direta ou indiretamente com mais de 50% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil. Está presente na maioria dos pacientes com Infarto do Miocárdio, AVC (derrame cerebral), Insuficiência Cardíaca e Doença Arterial Periférica. Atinge 25% aproximadamente de toda a população, ou seja, em cada 4 pessoas, independente da idade, 1 é hipertensa.

 

2. O que é a Pressão Alta?

 

Consiste em níveis pressóricos elevados. Pela mais recente Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, é caracterizada por níveis da pressão arterial maiores que 140 por 90 mmHg (ou 14 por 9), ou seja, níveis da pressão máxima maiores que 140 mmhg (14) ou níveis da pressão mínima maiores que 90 mmHg (9). Dessa forma, existem pacientes que apresentarão níveis da pressão máxima (a maior) alterada, outros da mínima (a menor) e outros das duas. A alteração de uma das duas isoladamente ou de ambas, caracteriza a Hipertensão Arterial. Lembrando que a sociedade brasileira de cardiologia ainda recomenda como níveis ótimos os níveis abaixo de 120x80 mmHg (12x8).

 

3. Como se faz o diagnóstico?

 

O diagnóstico é feito através da medida da pressão arterial, através do esfigmomanômetro (aparelho de pressão convencional) ou complementando com o MAPA, exame no qual são realizadas várias medidas da pressão com o paciente nas suas atividades cotidianas. De fundamental importância é a medida da pressão em ambos os braços durante a consulta, com equipamentos adequados em termos de calibragem e tamanho além da necessidade do paciente estar tranquilo, com as pernas descruzadas, sem ter feito atividade física na última hora.

 

4. O que causa a Pressão Alta?

 

Existem 2 tipos de pressão alta: A Hipertensão Arterial Primária ou Essencial, a mais comum e que responde por 95% dos casos e a Hipertensão Secundária, causada por doenças específicas como alterações da tireóide, da supra-renal (uma glândula que fica logo acima dos rins), dos próprios rins e várias outras causas específicas. A Hipertensão Primária tem múltiplos fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento como a obesidade, consumo excessivo de sal, sedentarismo, consumo de álcool, história familiar (genética), Stress e idade (quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver pressão alta). Importante ressaltar que a ausência dos fatores de risco associados não isenta o indivíduo do risco de apresentar a doença.

 

5. É preciso fazer exames complementares para diagnosticar a Pressão Alta?

 

Não. Os exames são realizados para avaliar outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, permitindo o seu tratamento, e para avaliar parâmetros iniciais que podem ser influenciados pelas medicações prescritas para pressão alta, permitindo a escolha da melhor medicação para determinado paciente.

 

6. Todos os indivíduos com diagnóstico de Pressão Alta terão necessidade de usar medicação no tratamento (anti-hipertensivos)?

 

Não. A prescrição de anti-hipertensivos é individualizada conforme as outras doenças que o paciente apresentar, sua idade, seus fatores de risco e sua história familiar. A maioria dos pacientes precisarão de anti-hipertensivos mas alguns poderão iniciar o tratamento apenas com medidas não medicamentosas.

 

7. Quais as mudanças que o paciente deve fazer se não for precisar de medicação?

 

             Todos os pacientes diagnosticados deverão ser avaliados quanto a mudanças do estilo de vida: se tornar ativo após a liberação médica, perder peso, reduzir o consumo de álcool, controlar o stress. Isso vale inclusive para pacientes não hipertensos para evitar o desenvolvimento de Hipertensão e vale, principalmente, para pacientes hipertensos que farão uso de alguma medicação.

 

8. E como é feito o tratamento com medicamentos? Existem várias medicações, todas são efetivas?

 

Todas as medicações são efetivas para abaixar a pressão do paciente. Entretanto, algumas classes (que chamamos de 1ª linha) são medicações que oferecem benefício adicional além de abaixar a pressão, como proteger os rins, proteger o coração e a membrana que reveste o interior dos vasos sanguíneos (endotélio). Além disso, devem ser respeitadas as contra-indicações do próprio paciente em relação a determinada classe de anti-hipertensivos. A partir disso é fácil concluir que o paciente não deve tomar medicação por conta própria pois pode estar colocando em risco a sua própria saúde.

 

9. A medicação anti-hipertensiva pode ser suspensa após o controle da pressão arterial?

 

Não. O controle da pressão arterial é alcançado a partir de modificações no organismo proporcionadas pelas medicações e o seu uso deve ser contínuo para que a pressão se mantenha controlada. A suspensão da medicação irá provocar novamente a elevação dos níveis pressóricos.

 

10. É preciso acompanhamento médico para aqueles pacientes que já iniciaram o tratamento anti-hipertensivo e estão com a pressão controlada?

 

Sim. Os fatores de risco associados a Pressão Alta podem se modificar com o passar do tempo e vir a descompensar uma pressão previamente controlada, mesmo que as medicações sejam tomadas regularmente. Além disso, algumas excelentes medicações podem causar alterações orgânicas como, dentre várias, a redução ou aumento do potássio e isso pode ser extremamente deletério para a saúde, devendo, assim, o paciente ser acompanhado de perto pelo seu cardiologista.

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